A importância da Igreja Transformadora

A importância da Igreja Transformadora

Primeiramente, fazemos parte de uma Grande Comissão e, esta, por sua vez, tem uma missão e compromisso de comunicar o evangelho mediante tudo o que é, faz e diz. O propósito é encarnar os valores do Reino de Deus e testificar do amor e da justiça revelados em Jesus, no poder do Espírito, em função da transformação da vida humana em todas as suas dimensões.

Segundo Brian McLarem, “… A igreja não existe para satisfazer às demandas de crentes consumidores; ela existe para equipar e mobilizar homens e mulheres para a missão de Deus ao mundo”. Assim, com templo ou não, o papel da igreja é atuar em todos os campos de ação humana, como em casa, na empresa, na escola, hospital, escritório, ruas, etc., enfim, em todos os lugares, já que o mundo é um campo missionário.

Como servos comissionados, precisamos ver em cada necessidade humana uma oportunidade de ação missionária. A Bíblia registra em Mateus 9:36 que, “vendo Jesus as multidões, compadeceu-se delas, porque estavam aflitas e exaustas como ovelhas que não têm pastor”. Jesus se preocupou com o homem em sua integralidade, não apenas no aspecto espiritual. Os benefícios da salvação são inseparáveis de um estilo de vida que proclama o evangelho em ação, ou seja, não apenas de palavras, mas atitudes coerentes com Reino. Tanto a ação social como a evangelização são aspectos essenciais da igreja.

A mensagem da salvação implica também uma mensagem de juízo sobre toda forma de alienação, de opressão e de discriminação. O evangelho se comunica, principalmente, pelo que faz, pois, a estreita vinculação das palavras com as ações é um pressuposto essencial do ensino bíblico. Assim como a fé que não se demonstra com feitos é morta, as palavras que se ratificam com as ações são vazias. Logo, não basta falar do amor de Deus em Cristo Jesus, é preciso vivê-lo e demonstrá-lo em termos de serviço. Ainda nesse sentido, David Bosch escreve:

A missão se concretiza onde a igreja, com todo o seu compromisso integral com o mundo e com o alcance total de sua mensagem, dá seu testemunho em palavra e ação, na forma de serva, com respeito à incredulidade e à exploração, à discriminação e à violência, mas também com respeito à salvação, à saúde, à libertação, à reconciliação e à retidão.

Jesus se dedicou a ensinar e anunciar a boa nova do reino e a curar as pessoas de todas as suas enfermidades. Fomos chamados para unir-nos a Ele no cumprimento do propósito de Deus para a vida humana, história e criação. São inúmeras as formas de ação cristã em favor dos necessitados, e o mais importante é que estas sejam motivadas pela fé, pela esperança e pelo o amor. A compaixão, ao longo da história, tem movido muitos cristãos a assumir a causa dos despossuídos, como William Wilberforce que lutou no parlamento inglês pela abolição da escravidão; Florence Nightingale a auxiliar milhares de soldados feridos durante a Guerra da Crimeia; Martin Luther King a liderar o movimento em prol dos direitos civis dos negros nos Estados Unidos. É a compaixão que se converte em ação em favor dos que sofrem. Sem ela não há o que se falar em discipulado cristão, nem em missão cristã. O apóstolo João diz: “Filhinhos, não amemos de palavra, nem de língua, mas de fato e de verdade” (1 João 3:18).

Sem dúvida, onde houver cristãos cheios da compaixão de Jesus, e bens materiais, liberados para o serviço do reino, haverá possibilidades de empreender projetos de desenvolvimento comunitário que transformem a realidade de pessoas e grupos necessitados. É fato que não erradicaremos a fome do mundo ou o sofrimento da humanidade, mas certamente contribuiremos para minorar tais males. Isaias 61:1 nos diz que “O espírito do Senhor DEUS está sobre mim; porque o SENHOR me ungiu, para pregar boas novas aos mansos; enviou-me a restaurar os contritos de coração, a proclamar liberdade aos cativos, e a abertura de prisão aos presos;” e isso implica em responsabilidade de anunciar esta Palavra e cumprir com suas ordenanças.

Assim, considerando o amor como a maior força para a transformação pessoal e social, e este, não é um mero sentimento, demanda esforço e trabalho contínuo, precisamos renunciar a comodidade e ouvir os gemidos dos necessitados. Há urgência em posicionarmos a serviço do reino de Deus e sua justiça.

Portanto, A igreja não pode mais espiritualizar o evangelho, este é para ser vivido no cotidiano, na vida prática e sua essência é o amor, que não se efetua com palavras, mas ações. E, partindo desse princípio, a pregação só cumpre seu objetivo quando se põe a serviço da missão integral, quando faz eco àquele que diz: “Eu faço nova todas as coisas”. Faz-se urgente anunciar um evangelho que penetre em todas as esferas da vida humana.

(Texto elaborado por Jacivânia dos Santos Silva, com base na obra “Missão Para A Cidade | Ações ministeriais transformadoras – de Jorge Barro; editora Descoberta).

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